Muito além do receituário
Juan Blancas
/ Categorias: Pequenos animais

Muito além do receituário

O que os médicos-veterinários podem ensinar aos tutores

Hoje, o relacionamento entre humanos e animais vem ganhando uma força e conexão muito maior do que há alguns anos. Os tutores de animais buscam, cada vez mais, aproveitar novidades do mercado pet para promover uma qualidade de vida melhor aos animais, que são considerados parte da família.

Entretanto, a saúde dos animais de companhia nem sempre fica em primeiro lugar. Segundo o estudo Árvore de Valor, da Comac, a média de idas ao veterinário tanto para cães, quanto para gatos, é em torno de duas vezes ao ano. Ainda existem tutores que levam os pets ao veterinário somente quando há algum problema com ele. Isso acontece com bastante frequência no dia a dia de hospitais e clínicas veterinárias e revela uma importante característica: a busca pelo que é necessário no momento.

Desta forma, o médico-veterinário torna-se o que podemos chamar de ‘’apagador de incêndio’’, aquele que está lá para resolver grandes problemas. Por outro lado, existem inúmeras lições que os tutores podem aprender com o veterinário e que o profissional pode praticar em seus atendimentos.

Prevenção é a chave do atendimento

Esta deve ser a palavra mágica do veterinário. É importante que os tutores se conscientizem da importância de levar o animal ao veterinário com a frequência necessária e, assim, prevenir doenças e conseguir diagnósticos precoces.

Cuidados básicos são fundamentais

Os tutores devem ter conhecimento dos cuidados básico com os cães e gatos, como a escovação de pelo e dentes, cuidados com ectoparasitas, além do controle de vacinas, vermifugação e produtos para pele ou para necessidades especiais do animal.

Mas, o tutor também deve saber avaliar se o animal está se comportando diferente, o que pode estar errado com ele, ou seja, entender a rotina do animal e sua personalidade.

Um estudo do Hospital Veterinário Sena Madureira, mostrou que informações sobre sintomas clínicos observados pelo tutor e respondidas em um questionário de qualidade de vida, tiveram correlação importante com a evolução clínica do paciente. Ou seja, os olhos dos familiares mostraram ser tão sensíveis quanto alguns exames também testados na pesquisa.

As necessidades dos animais devem fazer parte do dia a dia dos tutores

Muitas vezes, os veterinários precisam instruir os tutores sobre a necessidade de afeto e atenção dos animais. Eles não são humanos, mas têm necessidades, como brincar, receber carinho, passar um tempo com os humanos, com outros animais, caminhar, entre outros. Por outro lado, os profissionais também devem indicar em seus atendimentos que a humanização exagerada dos animais é prejudicial à saúde deles.

É importante que se entenda o limite entre a vontade de cuidar com qualidade e o excesso de semelhanças com os humanos pode causar doenças como obesidade e sedentarismo, problemas nas articulações, ossos, entre outros.

Fonte: Revista Cães&Gatos, com edição da Equipe Ferox

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