Risco anestésico veterinário
Juan Blancas

Risco anestésico veterinário

Aprenda a identificar o risco anestésico veterinário antes do paciente ser submetido a um procedimento anestésico

Umas das práticas mais comuns dentro das clínicas e hospitais veterinários são os procedimentos anestésicos realizados durante a cirurgia ortopédica, castração eletiva, profilaxia dentaria, castração patológica, etc. Esses procedimentos requerem um exame de eletrocardiograma veterinário que permite a pré-avaliação do paciente antes de ser submetido à anestesia, e assim conhecer o risco anestésico a que o paciente será submetido.
 
Classificação de risco anestésico
 
Mas você conhece bem quais os riscos anestésicos e como identificá-los? Bom, em 1941 a Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA - American Society of Anesthesiologists) caracterizou os tipos de riscos dos pacientes submetidos à anestesia e/ou cirurgia. Essa classificação anestésica trata-se de um indicador rápido que permite o controle das funções fisiológicas e a intervenção em caso de emergências com a finalidade de preservar, tanto a vida do animal como as suas funções orgânicas. 
 
Assim, essa classificação ajuda os anestesistas a prognosticar o impacto de determinada intervenção cirúrgica sobre o paciente e saber os cuidados que devem ser tomados antes, durante e depois do procedimento anestésico.
 
Segue a descrição da classificação ASA do risco anestésico:
 
  • ASA 1 (Animal normal, sadio): Procedimentos eletivos como ovariossalpingo-histerectomia, orquiectomia, conchotomia.
  • ASA 2 (Doença sistêmica compensada ou leve): Infecções urinárias em tratamento, neonatos e geriátricos (menor que 8 meses e maior que 10 anos); gestante; obesos, cardiopatas compensados; infecções localizadas.
  • ASA 3 (Doença sistêmica moderada): Desidratação moderada e hipovolemia; anorexia; caquexia; anemia; fraturas complicadas; hérnia diafragmática; doenças cardíacas e renais descompensadas.
  • ASA 4 (Doença sistêmica grave): Choque, uremia, toxemia, desidratação grave, hipovolemia, anemia grave, síndrome torção dilatação gástrica; doenças cardíacas e renais descompensadas.
  • ASA 5 (Moribundos sem expectativa de sobrevivência, com ou sem cirurgia nas 24 horas): Falência de múltiplos órgãos, choque, traumas cranianos.
  • ASA E (Emergência): Deverá ser acrescentada no estado físico do paciente) I-V

Como obter o risco anestésico do paciente
 
O exame de eletrocardiograma (ECG veterinário) é o método de mensuração mais usado para conhecer a atividade elétrica cardíaca do paciente, realizado frequentemente nos períodos pré, trans e pós-anestésicos, fornecendo assim segurança nos procedimentos cirúrgicos veterinários.
 
Após a realização do exame de ECG, este deve ser encaminhado a um profissional cardiologista que irá avaliar e mensurar o sinal cardíaco do paciente e fornecerá um laudo de ECG conclusivo, indicando achados eletrocardiográficos como possíveis arritmias, além da classificação do risco anestésico do paciente.
 
Agora que você já conhece a classificação do risco anestésico, compartilhe com seus colegas e explique aos tutores dos animais de estimação os benefícios do exame de eletrocardiograma, pois asegura que o animal de estimação saia do processo anestésico com vida e sem sequelas.
 
 
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