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Arritmia cardíaca em cães: um risco crescente
Juan Blancas
/ Categorias: Pequenos animais, Ferox

Arritmia cardíaca em cães: um risco crescente

A arritmia pode atingir animais de ambos os sexos e de qualquer raça, tornando-se um problema constante na Cardiologia Veterinária

A arritmia cardíaca é um dos problemas mais vistos na Cardiologia Veterinária, que assombra muitas pessoas e, infelizmente, também preocupa os donos de cães. Nos pets, uma grande parte dos casos de morte súbita pode ser atribuída a alguma arritmia. A arritmia é uma alteração da atividade elétrica do coração. Fraqueza, cansaço, desmaio, perda de consciência, dificuldade respiratória, falta de apetite, são alguns dos sintomas. Ocorrem devido à instabilidade de batimentos cardíacos – mais lentos ou rápidos demais. As causas podem ser alterações cardíacas congênitas, estresse, predisposição genética, infecções como a dirofilariose, trauma na cavidade torácica, ingestão de toxinas, predisposição da raça, ou secundário a doenças sistêmicas.

O diagnóstico é feito através do exame de Eletrocardiograma, ou ECG Veterinário. Alguns casos onde a arritmia se apresenta esporadicamente, é possível analisar o traçado eletrocardiográfico do animal por até 48 horas, através do exame chamado holter. Nele, um equipamento registra continuamente o ritmo e as ondas cardíacas durante um longo período.

Exames de sangue, como hemograma, perfil bioquímico e eletrólitos, são importantes para avaliação da doença primária ou doenças adjacentes, além do controle do tratamento e possíveis ajustes na terapia.

O ecodopplercardiograma vai avaliar a função do coração, auxiliando o acompanhamento e ajustes necessários da terapia. O tratamento vai depender da causa da arritmia. O objetivo é normalizar os batimentos do coração.

A arritmia pode acometer cães de ambos os sexos e de qualquer raça. Porém, os Terra Nova, Doberman, Dachshunds, Affgan, Cocker Spaniel, São Bernardo, Pugs, West Highland White Terrier e Schnauzers possuem maior risco de apresentar arritmia cardíaca. Por isso, é importante incluir a avaliação do coração nos check-ups anuais, mesmo quando não há sintomas específicos. Deve ser feita a partir dos 5 anos nessas raças mais suscetíveis ou antes, se o bichinho apresentar sintomas ou tiver histórico familiar. Como na maioria dos casos não existe cura para o problema, uma boa dieta, exercícios regulares e check-ups regulares no veterinário aumentam as chances do cão permanecer saudável.


Fonte: Época

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