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Bloqueio atrioventricular Mobitz tipo II
Giovanni Canta
/ Categorias: Casos clínicos, Ferox

Bloqueio atrioventricular Mobitz tipo II

É aquela modalidade em que no ECG veterinário observa-se  condução  átrio – ventricular 1:1 ( uma onda P para cada QRS subsequente), até que em dado momento  ocorre uma onda P bloqueada, não seguida de QRS, além disso, os intervalos PR são obrigatoriamente idênticos antes e após o batimento atrial bloqueado.

 

As sequências de BAV 2º grau Mobitz tipo II podem ser variáveis como no Mobitz tipo I: relação 5:4 ,3:2, etc. Diferenciam-se, entretanto, pelos já mencionados intervalos PR fixos no Mobitz tipo II e variáveis no Mobitz tipo I.

 

Se por exemplo, no BAV 2º grau atingirmos a relação extrema possível de 2:1 (2 ondas P para 1 QRS), ela poderá retratar qualquer um dos tipos de Mobitz, pois não haverá 2 ondas P conduzidas e consecutivas para que os respectivos intervalos PR sejam examinados.

 

Devido a isto, considera-se este tipo de BAV como um tipo a parte. Pois sendo um ou outro tipo, o prognóstico e conduta terapêutica poderão ser distintos.

 

Project Image Fig 1.  BAV 2º Mobitz tipo II, PR pós bloqueio é igual a PR pré bloqueio. Santilli, RA.et all,2. ed.2018

Fig 1.  BAV 2º Mobitz tipo II, PR pós bloqueio é igual a PR pré bloqueio. Santilli, RA.et all,2. ed.2018

 

Pontos chaves:

  1. Em Medicina veterinária o BAV 2º grau Mobitz tipo II é muito mais raro do que o Mobitz tipo I;
  2. Pode ser confundido com o Mobitz tipo I atípico (publicação anterior);
  3. Geralmente em ocorre em região hisiniana ou infra-hisiniana;
  4. Pode acontecer bloqueio de ramo associado (infra-hisiniana);
  5. Mobitz II confere pior prognóstico que o Mobitz I, com maior chance de evoluir para BAV de 3º grau;
  6. Caso o Mobitz II leve a uma redução importante da FC, sinais clínicos de baixo débito pode ser observados: intolerância ao exercício, fraqueza, sincope etc.)

 

Bloqueio atrioventricular de 2º grau 2:1

É assim classificado quando os ciclos de batimento contiverem uma onda P conduzida aos ventrículos e uma onda P bloqueada e assim sucessivamente. Somente um registro de ECG veterinário bastante longo ou sob uso de drogas, poderá eventualmente modificar-se e definir se o caso é Mobitz tipo I ou II.

 

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