Bloqueio atrioventricular de 1º grau - veterinário
Giovanni Canta

Bloqueio atrioventricular de 1º grau - veterinário

Classificação e interpretação

Vamos começar a ver detalhadamente cada um dos bloqueios atrioventriculares mencionados na publicação anterior (Bradiarritmias na veterinária).

 

Bloqueio atrioventricular de 1º grau. O que é importante saber?

 

Ele não é um bloqueio propriamente dito! Nota-se no eletrocardiograma veterinário que todos os impulsos atriais são  transmitidos aos ventrículos (condução 1:1; a cada onda P tem-se um complexo QRS correspondente), entretanto, ocorre uma lentidão da condução do estímulo atrial para os ventrículos.

 

É visto no ECG veterinário através do aumento do intervalo PR. Aumento, esse, que ficará acima de 130 ms em cães, acima de 90 ms em gatos e acima de 500 ms em equinos.

 

Em alguns casos o aumento do intervalo PR é tão importante que a onda P pode-se confundir com a onda T do batimento anterior.

 

O local sede deste retardo de condução é na maior parte das vezes no nó átrio ventricular- NAV. Em estudo eletrofisiológico nota-se um aumento do intervalo AH (detalhes na publicação anterior).

 

É necessário ter ondas Ps sinusais! Ondas ectópicas (P´) dependendo da região de onde estão sendo geradas podem levar a aumentos do intervalo PR. Portanto, em batimentos ectópicos atriais o diagnóstico de BAV 1º grau fica comprometido. Como vou saber se é sinusal? Medindo o eixo elétrico da onda P.

 

Causas: Distúrbios associados a modulação parassimpática, distúrbios eletrolíticos, intoxicação digitálica, drogas (propranolol, quinidina, xilaxina), remodelamento cardíaco por algumas cardiopatias.

 

Pode ocorrer em cães clinicamente normais, idosos (degeneração na condução AV) e/ou braquicefálicos. Outras raças predispostas: Cocker e Dachshund.

 

Não a implicância clínica, pacientes assintomáticos. Sugere-se investigar causa base e acompanhamento anual.

 

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Fig. 1: Note neste ECG veterinário que temos uma onda P positiva em D1, D2, aVF, marcando uma origem sinusal. E para cada onda P existe um complexo QRS correspondente/ adjacente. Observa-se, ainda, aumento do intervalo PR.

 

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Fig. 2: Intervalo PR: Início da onda P até o início do complexo QRS. Note o prolongamento do intervalo PR além do limite de normalidade (canino, macho, SRD, 6 anos,10kg, paciente hígido).

 

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Fig. 3: Note o prolongamento do intervalo PR. (canino, Boxer, 10 anos, ).

 

Nas próximas publicações iremos discutir o próximo dos BAVs através de casos eletrocardiográficos. fique pendente!

 

 

 

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