Procedimento anestésico sem avaliação pré-anestésica. Cuidado!
Juan Blancas

Procedimento anestésico sem avaliação pré-anestésica. Cuidado!

A importância do laudo de eletrocardiograma

Os procedimentos anestésicos que sua equipe realiza na sua clínica são procedimentos de estresse que colocam em risco a saúde dos seus pacientes.

 

Segundo um estudo realizado em 2008 no Reino Unido (BRODBELT et al.) no qual foram avaliados procedimentos anestésicos veterinários realizados em 98.036 cães e 79.178 gatos, o índice de mortalidade relacionados a esses procedimentos é de aproximadamente 0,17% em cães e 0,24% em gatos.

 

Dentre estes, o risco para pacientes ASA I (Animal normal, hígido) e II (Doença sistêmica compensada ou leve) foi de 0,05% em cães e 0,11% em gatos.

 

Já para pacientes com uma classificação ASA III (Doença sistêmica moderada), IV (Doença sistêmica grave) e V (Moribundos sem expectativa de sobrevivência, com ou sem cirurgia nas 24 horas), o índice aumentou até 1,33% para cães e 1,40% para gatos.

 

 

 

O laudo de eletrocardiograma permite identificar o risco anestésico do paciente dentro da classificação ASA (The American Society of Anesthesiologists), garantindo a chance do paciente não ter problemas durante a anestesia e sair do processo anestésico com vida e sem sequelas.

 

Muitas vezes, por motivo financeiro ou por considera-lo desnecessário os tutores nem sempre estão dispostos a submeter seus animais de estimação a uma avaliação pré-anestésica, colocando em risco a saúde dos animais de estimação.

 

Se sua clínica atualmente não realiza exames de eletrocardiograma como avaliação pré-anestésica nos casos de: cirurgia ortopédica, castração eletiva, profilaxia dentaria, castração patológica, etc. você está colocando em risco a saúde dos seus pacientes, além de perder um faturamento substancial.

 

 

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